quinta-feira, 8 de março de 2012

Da esquerda para a direita:sentadas: Lucinda(irmã), Eu, Laura(irmã), Maria(irmã), minha MÃE. Atrás em pé: Leontina(irmã), Luciaelena(irmã), Lucilene(irmã) e Luciana(irmã)

MULHER

Mulher e Deus

Não há como falar de vida sem falar da mulher.
Porque só ela tem o dom de gerar a vida.
Só a mulher pode ser esse instrumento divino
de preparar e dar a luz um novo ser.
É por isso que a mulher é
mais do que um ser diferenciado.
É, acima de tudo, um ser especial.
Não é por acaso que é reverenciada
em prosa e em verso pelos maiores e
mais importantes poetas do mundo todo,
em todos os tempos.
Porque a mulher é o ser mais próximo de Deus.
Em toda a história universal,
nada e ninguém foram mais fortes do que a mulher.
Nenhum homem, por mais poderoso que seja ou tenha sido,
é ou foi completo o bastante para viver sozinho,
sem a companhia e a cumplicidade da mulher.
A mulher, ao longo dos séculos,
provou que poderia ser bem mais do que apenas mãe.
Ela se multiplicou e se tornou esposa, amiga,
trabalhadora, chefe, diretora, política...
Não parou e nunca vai parar de crescer.
Porque, para ela, não existem fronteiras.
Seus limites são a sua imaginação.
Ela não é só mulher. É a vida.


de Antonio Marcos Pires

Rio de Janeiro - RJ

terça-feira, 6 de março de 2012

MULHERES CARAS -

Cara é a mulher que
quando a vida lhe deu um limão fez logo a limonada.
Uma jarra enorme, gelada e adoçada.
Barata é a que ficou azeda.

Cara é a mulher que diante dos sonhos desfeitos,
reorganizou-os como pode, juntou caquinhos no chão,
catou migalhas, mas se refez.
Mulher barata é a que manteve sonhos extintos,
virou o pesadelo dos que a cercam e nunca acordou.

Cara é a mulher que descobriu seu corpo,
apaixonou-se pelos seus defeitos
e aprendeu a exibir-se com a maestria
de quem é segura de seu poder.
Barata é aquela que nem sabe como é,
não ousou se conhecer
e vive tentando se esconder ou
mostrar o que não é...

Mulher cara tem brilho nos olhos.

Barata só tem rugas.

Cara é a mulher que saiu a luta,
foi ao fundo do poço e…voltou!
Barata é quem vive nas bordas,
dependurada, sem coragem de se soltar.

Cara é a mulher que muda de casa,
de cidade, de país, de marido, de namorado,
de emprego quantas vezes for preciso
mas se mantém fiel aos seus princípios.
Barata até muda, mas só a casca.
Por dentro mantém as paredes rachadas,
o relacionamento falido,
o fracassado passado.

Cara é a mulher que tem assunto:
Fala de política, moda, cozinha e amor com a mesma desenvoltura.
Barata só fala dos outros,
porque de si mesma nada tem de interessante para contar.

A mulher cara ri a toa,
é feliz com o que tem,
e de tão bem humorada ri até de si mesma.
A mulher barata é carrancuda.
Reflete por fora o que realmente é por dentro,
não sorri…finge.

*Mulher cara tem amigos.
Muitos. Verdadeiros e pela vida inteira.
Amigos que a admiram e defendem até debaixo d’água..
A barata tem conhecidos.
Gente que foge como o diabo da cruz
mas que quando não tem jeito…a aturam.

A cara é desprendida e solta.

A barata é pegajosa.

A cara é leve e livre.

A barata é pesada e presa.

Mulher cara tem preço sim e sabe disso.
É rara no mercado.
Mulher barata tem aos montes.
Pilhas, lotes, containers lotados!
Porque …ahh essas ninguém quer!”
Arnaldo Jabor

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SOLIDÃO (Chico Buarque de Holanda)

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar,  passear ou fazer sexo... 
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... 
Isto é saudade. 
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos.. Isto é equilíbrio. 
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.  
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... 
Isto é circunstância. Solidão é muito mais do que isto.
 Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.... 

Francisco  Buarque  de  Holanda

terça-feira, 24 de janeiro de 2012



Gaivotas fotografadas por mim em Roma no alto do Monumento ao Soldado desconhecido em 01/2012
Gaivota fotografada por mim no Cais de Cascais - Portugal

Alexandre O´Neill : Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
morreria no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.